A pior coisa do mundo é saber das coisas. Minto, há uma coisa ainda pior: achar que conhece. Nesse mundo acadêmico/científico nos deparamos com as duas piores coisas do mundo. Pütz, lembre que há o calabouço* das piores coisas: desconfiarem da sua inteligência. Explicarei nas próximas linhas...
Ao longo dos anos o gostar de leitura teve que acontecer! Até porque para ser professora a pessoa necessita dialogar utilizando ferramental que pode ser encontrado na leitura, aliando à experiência, a perspicácia e a maneira de olhar. Além disso, fica muito difícil falar pro aluno que ele deve buscar informações nos livros de maneira hipócrita. Eu não consigo. Muito mais, pior ainda, falar de uma experiência que não se tem. Fica feio. Então, não tem muita saída... a credibilidade do profissional está na verdade. Mas não é bem disso que eu gostaria de falar hoje, só um desabafo!
Vimos por meio desta te enrolar. Falei que eu sou do time da verdade. Só que nem tudo que a gente lê se predispõe a te contar o que realmente vai fazer. Já li autores que te enrolam por páginas e páginas até dizerem o que realmente importa naquele conhecimento. Não se trata de romance. Jorge Amado por exemplo, assina uma espécie de contrato com o interlocutor. Descreve uma baiana por horas. E você está ali firme porque já aceitou o desafio. Na Academia é diferente... tem leitura que dá vontade de parar, mas você nem pode. Prisão. Daí, só acreditando que aquilo ali vai ter serventia no futuro. E não é que tem!?
Minhas fichas demoram a cair. A falta de hábito de leitura cedo fez com que a minha inteligência fosse mais limitada. Sou esperta pra caramba com a vida, mas toda vez que vejo uma apresentação de trabalho de uma pessoa super inteligente, penso: "o que eu estava fazendo enquanto essa pessoa estava lendo todos esses livros?" Ah, falei anteriormente que há uma hipocrisia e uma verdade. Tem gente que mente também nas apresentações e talvez tenha lido orelhas o tempo todo, repetindo a citação dos mesmos trechos! Sério! Mas os meus amigos... nossa, como eu os admiro em suas verdades!
Uma coisa que me ajuda muito no trato com as palavras é a sonoridade delas e a minha apropriação para significados. Havia um tempo em que eu tinha uma turma que "trollava" um chefe por causa de seu vocabulário. Me recordo do dia em que ele mandou um "sine et qua non" em uma conversa e eu pedi um de natal pro meu pai. Em uma bronca o rapaz pediu para a turma se "cotizar" e colega disse que ia fazer muito disso no seu próximo fim de semana em Mauá. E por aí vai...
Estranhei a primeira vez que li "arcabouço" e me veio à mente uma armadilha na leitura. Pensei: "lá vou eu me afundar nesse *calabouço. Pior que eu tinha razão... conhecimento é um buraco sem fundo!
Existe um termo carnavalesco para a situação aqui mencionada: "à guisa de..." Não dá para não pensar no pierrô: o da colombina!
Tem uma palavra que remete à moda: "cabedal". Esse aí tem em qualquer boutique! Fico imaginando vestidos estampados pendurados ali. Também tem relação o significado.
Falei da falta do hábito de leitura, mas esqueci de dizer que sempre li histórias em quadrinhos, vi filmes, assisti desenhos, joguei videogames, li revistas de todos os tipos... Ler figuras também é ler. Se eu pudesse voltar no tempo, tinha jogado menos bola, saído menos com os amigos, andado menos de skate, contaria menos piadas e seria, com certeza, uma pessoa mais chata! Só que essa sou eu!
Bem, hoje vivo uma vida das quais minha mãe se orgulharia na luta. Mas tenho certeza que está lá no seu túmulo igual a um frango assado! Vida de professora é uma coisa que ela não desejou para mim. Só que ela se esqueceu de dizer o quão bacana é! Ninguém tira essa troca de experiências que é viver de ser professora. Melhor que ler quadrinhos.
Mostrando postagens com marcador ensino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ensino. Mostrar todas as postagens
terça-feira, fevereiro 21, 2017
segunda-feira, junho 20, 2016
Fazer e mudar: conjecturas de uma vida calcada em mudanças
Eu não aceito desculpas à falta de tempo. Na realidade eu tenho muito pouca paciência para desculpas. Isso chega em um nível em que, quando eu tenho que dar uma desculpa para algo que eu (ainda) não tenha feito, me encho de vergonha e me questiono muito!
Esse post faz parte do tamanho da insegurança que eu tenho em relação ao meu retorno para o Brasil. Escrevo isso em um tom de desabafo. Ela começa pelo fato de que a impaciência é parceira da pressa. Será que eu voltaria para a mesma realidade com outra configuração ou simplesmente deveria aceitar a lentidão das coisas, a falta de compromisso e as eternas desculpas? Bem, nessa reflexão filosófica, me coloco aqui numa posição bem difícil! Só porque aqui eu sou dona do meu tempo? Esse limiar, ao passo que serve de carga para ao meu maior dom, o de procrastinar, me enche de responsabilidades frente às apostas que em mim foram feitas.
Quando eu estava para vir para cá as inseguranças eram obviamente outras. Mas a vontade do novo me enchia de projetos. O mudar de casa, o mudar de cidade e, agora, o mudar de país, sempre fizeram parte da vida da minha família, só que isso dá uma série de medos. Com a idade, o resgate ao que é rotineiro serve como uma espécie de infraestrutura. Então, onde morar, como comer, quanto vou gastar, são preocupações de quem ainda tem muito a crescer e aprender com a jovem que mora dentro de mim mesma. O interessante é que isso agora não faz parte do retorno, apesar da situação pretender-se totalmente inovadora!
Usei a palavra inovação no último parágrafo de propósito. O "novo" está sempre associado com algo que ficou no passado. E o que é a inovação, senão a repaginação daquilo que a gente já conhece? Pois inovar presume-se em dar amparo àquilo que desconforta o ser humano.
Aí eu paro para ver o ritmo dos locais aonde eu vivo. Tudo acontece no seu tempo! O professor da universidade onde eu estou se aposentou com as pessoas fazendo uma linda homenagem para ele em sua "última aula". Só que esse cara deixou um legado riquíssimo formado de profissionais orientados por ele algum dia, teses e teses nas quais ele não só foi coadjuvante como foi julgador e mais de 10 livros publicados, nos quais ele foi autor principal, fora os que ele colaborou. O professor está entrando na casa dos 80 anos e me confessou que começou tudo isso quando ele ingressou como professor adjunto na faculdade, com 47 anos! Eu tenho 41. Me resta um tempo aí... alívio! Porém, olhando o ritmo desse homem é que me traz hoje a documentar o modus operandi dos andaluzes.
Algumas vezes cheguei ao escritório que divido com esse professor mencionado e ele estava dormindo, não um sono profundo, mas tirando uma leve soneca; a famosa siesta. Não teve um só dia que ele estivesse ficado na universidade até mais tarde do seu horário, mas é certo que ele chegava pontualmente cedo para dar as suas inúmeras aulas! Sua mesa sempre estava cheia de papéis, que se tratam de trabalhos para corrigir, copiões de teses, provas etc... daí se vê a quantidade de tarefas diárias que ele acumulava. Foi ele mesmo o autor de muitas frases que me fez pensar, como a do assunto em questão: "devemos escrever todos os dias para exercitar o pensamento". E não é que dá certo? Acho que o segredinho está nisso, como podemos tomar este ensinamento para todas as nossas coisas da vida. Exercitar todos os dias para manter o corpo em forma, raciocinar sobre todas as suas atitudes e, o mais importante, fazer para poder errar e depois acertar... sair do mundo das idéias e parar de projetar, mas executar!
Vemos todos os dias pessoas muito boas naquilo que fazem. Já me peguei pensando várias vezes enquanto pessoas que eu admiro falavam, coisas do tipo: "Onde eu estava e o que eu estava fazendo enquanto esse cara lia esse tanto de coisas?" ou "Aonde eu estava que eu não vi tudo isso que esse cara viu?"... É, o que faz com que eu siga admirando alguém é a capacidade que essa pessoa desenvolve em fazer coisas que eu tenho tanta dificuldade em fazer. E, como eu disse um dia desses em rede social: "O que faz as pessoas admirarem ou não umas às outras é o que elas fazem por elas mesmas". Percebi que os seres mal sucedidos são vítimas das suas fraquezas e isso é muito triste. Digo isso porque quanto mais se deve investir em si mesmo, mais cercado de gente te admirando o sujeito estará. E, quando esse cara coleciona fracassos, segue sozinho. Porém, há um remédio que deve ser usado com moderação: o pedir ajuda. Mas a dose deve ser empregada corretamente, aceitando e utilizando. A pessoa às vezes até pede, mas acaba abandonando o uso e ficando doente... frustrado.
Daí, escrevendo isso me passa um sem número de fatos ocorridos durante a minha vida em que fui vítima desses pensamentos também. Só que, com toda a fama de teimosa, aplico a ajuda na veia, como um remédio dolorido, tipo BEZETACIL. Só tem uma coisa... a receita deve vir do especialista certo, aquele cara que acumula êxitos... aquele que eu deva sempre me espelhar e admirar.
Quem me conhece sabe a quantidade de reviravoltas que ocorreram na minha vida. Porém, a Poliana velha que vos fala, é aquela que segue tentando, pulando de casa em casa, acreditando no universo, que tanto conspira! Esse post pode servir de armadilha, pois corro o risco de ser pedante demais me fazendo parecer estar acima das outras pessoas. Muito pelo contrário, a título de esclarecimento, sigo agora trabalhando as minhas maiores dificuldades, tentando vencê-las todos os dias. Porque cada dia que se acorda morando só em um país diferente, está longe fisicamente das pessoas que você mais admira. Luta diária!
Então, façamos o seguinte... acumulemos as experiências, dominemos os nossos inimigos e respeitemos o nosso próprio tempo. Sim, porque muito mais do que o ritmo do outro, o nosso próprio é a principal ferramenta, independente das expectativas dos seus admiradores.
Porque é o que eu estou fazendo por mim mesma.... todos os dias.
Esse post faz parte do tamanho da insegurança que eu tenho em relação ao meu retorno para o Brasil. Escrevo isso em um tom de desabafo. Ela começa pelo fato de que a impaciência é parceira da pressa. Será que eu voltaria para a mesma realidade com outra configuração ou simplesmente deveria aceitar a lentidão das coisas, a falta de compromisso e as eternas desculpas? Bem, nessa reflexão filosófica, me coloco aqui numa posição bem difícil! Só porque aqui eu sou dona do meu tempo? Esse limiar, ao passo que serve de carga para ao meu maior dom, o de procrastinar, me enche de responsabilidades frente às apostas que em mim foram feitas.
Quando eu estava para vir para cá as inseguranças eram obviamente outras. Mas a vontade do novo me enchia de projetos. O mudar de casa, o mudar de cidade e, agora, o mudar de país, sempre fizeram parte da vida da minha família, só que isso dá uma série de medos. Com a idade, o resgate ao que é rotineiro serve como uma espécie de infraestrutura. Então, onde morar, como comer, quanto vou gastar, são preocupações de quem ainda tem muito a crescer e aprender com a jovem que mora dentro de mim mesma. O interessante é que isso agora não faz parte do retorno, apesar da situação pretender-se totalmente inovadora!
Usei a palavra inovação no último parágrafo de propósito. O "novo" está sempre associado com algo que ficou no passado. E o que é a inovação, senão a repaginação daquilo que a gente já conhece? Pois inovar presume-se em dar amparo àquilo que desconforta o ser humano.
Aí eu paro para ver o ritmo dos locais aonde eu vivo. Tudo acontece no seu tempo! O professor da universidade onde eu estou se aposentou com as pessoas fazendo uma linda homenagem para ele em sua "última aula". Só que esse cara deixou um legado riquíssimo formado de profissionais orientados por ele algum dia, teses e teses nas quais ele não só foi coadjuvante como foi julgador e mais de 10 livros publicados, nos quais ele foi autor principal, fora os que ele colaborou. O professor está entrando na casa dos 80 anos e me confessou que começou tudo isso quando ele ingressou como professor adjunto na faculdade, com 47 anos! Eu tenho 41. Me resta um tempo aí... alívio! Porém, olhando o ritmo desse homem é que me traz hoje a documentar o modus operandi dos andaluzes.
Algumas vezes cheguei ao escritório que divido com esse professor mencionado e ele estava dormindo, não um sono profundo, mas tirando uma leve soneca; a famosa siesta. Não teve um só dia que ele estivesse ficado na universidade até mais tarde do seu horário, mas é certo que ele chegava pontualmente cedo para dar as suas inúmeras aulas! Sua mesa sempre estava cheia de papéis, que se tratam de trabalhos para corrigir, copiões de teses, provas etc... daí se vê a quantidade de tarefas diárias que ele acumulava. Foi ele mesmo o autor de muitas frases que me fez pensar, como a do assunto em questão: "devemos escrever todos os dias para exercitar o pensamento". E não é que dá certo? Acho que o segredinho está nisso, como podemos tomar este ensinamento para todas as nossas coisas da vida. Exercitar todos os dias para manter o corpo em forma, raciocinar sobre todas as suas atitudes e, o mais importante, fazer para poder errar e depois acertar... sair do mundo das idéias e parar de projetar, mas executar!
Vemos todos os dias pessoas muito boas naquilo que fazem. Já me peguei pensando várias vezes enquanto pessoas que eu admiro falavam, coisas do tipo: "Onde eu estava e o que eu estava fazendo enquanto esse cara lia esse tanto de coisas?" ou "Aonde eu estava que eu não vi tudo isso que esse cara viu?"... É, o que faz com que eu siga admirando alguém é a capacidade que essa pessoa desenvolve em fazer coisas que eu tenho tanta dificuldade em fazer. E, como eu disse um dia desses em rede social: "O que faz as pessoas admirarem ou não umas às outras é o que elas fazem por elas mesmas". Percebi que os seres mal sucedidos são vítimas das suas fraquezas e isso é muito triste. Digo isso porque quanto mais se deve investir em si mesmo, mais cercado de gente te admirando o sujeito estará. E, quando esse cara coleciona fracassos, segue sozinho. Porém, há um remédio que deve ser usado com moderação: o pedir ajuda. Mas a dose deve ser empregada corretamente, aceitando e utilizando. A pessoa às vezes até pede, mas acaba abandonando o uso e ficando doente... frustrado.
Daí, escrevendo isso me passa um sem número de fatos ocorridos durante a minha vida em que fui vítima desses pensamentos também. Só que, com toda a fama de teimosa, aplico a ajuda na veia, como um remédio dolorido, tipo BEZETACIL. Só tem uma coisa... a receita deve vir do especialista certo, aquele cara que acumula êxitos... aquele que eu deva sempre me espelhar e admirar.
Quem me conhece sabe a quantidade de reviravoltas que ocorreram na minha vida. Porém, a Poliana velha que vos fala, é aquela que segue tentando, pulando de casa em casa, acreditando no universo, que tanto conspira! Esse post pode servir de armadilha, pois corro o risco de ser pedante demais me fazendo parecer estar acima das outras pessoas. Muito pelo contrário, a título de esclarecimento, sigo agora trabalhando as minhas maiores dificuldades, tentando vencê-las todos os dias. Porque cada dia que se acorda morando só em um país diferente, está longe fisicamente das pessoas que você mais admira. Luta diária!
Então, façamos o seguinte... acumulemos as experiências, dominemos os nossos inimigos e respeitemos o nosso próprio tempo. Sim, porque muito mais do que o ritmo do outro, o nosso próprio é a principal ferramenta, independente das expectativas dos seus admiradores.
Porque é o que eu estou fazendo por mim mesma.... todos os dias.
Marcadores:
ensino,
filosofia de vida,
mudanças,
tempo
Local:
Sevilha, Sevilha, Espanha
terça-feira, junho 14, 2016
Inovação no interior (da alma)
Fui bem profunda ao confeccionar este título, tentando na medida do possível, não ser passional. Mas não tem como! É que eu hoje me deparei com um email de um colega, ex-aluno, ex-orientando, que depois de vir me "cutucar" há semanas, está provocando o meu estar Kitty, despertando as minhas incomodações. Como ele mesmo disse, Kitty sendo Kitty, ao já querer objetifcar as coisas. Não sei o seu desejo, caro Elvis, mas o meu é este aqui... não deixar passar uma linha!
As indagações de Elvis vêm no meio de alguma coisa que estou fazendo e, em se tratando das minhas pesquisas recentes e à minha trajetória, todas estão relacionadas ao ensino. As perguntas são sobre o mercado da região, sobre experiências e linguagem. De uma certa maneira, acredito que elas se relacionam, porque o ser humano está no centro da questão. Não querendo divagar aqui no ambiente da Antropologia, até porque eu não tenho instrumento para isso, a minha aposta para qualquer problema é sempre o sujeito.
Hoje o questionamento foi sobre um comerciante querer inovar ou não, frente às novas ideias de uma geração que está crescendo tecnológica. Na minha opinião, é um erro quando inovação é aliada à tecnologia diretamente. Não é porque um supermercado não tem um site para vendas que ele está deixando de ser inovador. Não é isso, mas justamente a resposta está no porquê dele ter ou não um aplicativo. Pontuei algumas coisas pro Elvis e reflito sobre elas agora.
Toda a problemática existente na maioria das empresas nas cidades de interior é a zona de conforto aliada a falta de costume de pagar por serviços. Aliás, nem sei se esse é um típico problema de interior. Acho que é um problema brasileiro mesmo. Todos nós designers recebemos propostas de negociação dos valores de trabalhos porque a concorrência (desleal) está batendo à porta. Além disso, é mais comum alguém pedir desconto na costureira do que na loja de ferragens. É como se o produto tivesse mais valor do que o serviço prestado. Desconto até se pede, mas tem um limite, uma oferta, porque a precificação em cima do produto está baseada em uma margem de lucro. E o serviço?
Tem uma outra referência que é a da informalidade na prestação de serviços e uma desonestidade iminente. Para começo de conversa, existe aí um tal famigerado B.V. (Bonificação por Volume), que é uma "comissão" oferecida pelo prestador de serviços ao designer pela "indicação" de uma gráfica, por exemplo, que se, não aparece em uma nota fiscal, é ilegal! Então, as agências de publicidade e profissionais de criação recebem um valor de 10% ou 20% porque seu trabalho não está sendo bem pago. Tem um porém... o pagador não sabe disso. Ou seja, não sou eu a dizer a respeito do que é certo ou o que é errado, mas para tecer alguma opinião como professora e profissional de Design, digo: "é feio", pra não dizer: "é crime!" Então, como fazer o contratante pagar pelo seu serviço, se o máximo que você está fazendo é querendo "levar algum" na veiculação? Só digo uma coisa... isso está mudando... Resumindo, para se fazer confiar, o cara deve se fazer confiável! #FKDK
Bem, agora se tratando diretamente do caso em análise, talvez o empresário não invista em inovação porque simplesmente não a conheça. Mas essa tal palavra aí mora na pesquisa. E não é somente a pesquisa do tipo quantitativa, que é a que ele conhece quando dói no bolso. Digo a pesquisa que pergunta os "porquês" e o "como", que merece respostas de satisfação. Será que o dono do supermercado está preparado para ouvir de um profissional que está no interior do estado? Será que ele pagaria para ouvir somente de grandes órgãos e paga por isso? Quem está preparado para oferecer isso? Quantas vezes o empresário é convidado a refletir? Será que se os profissionais não começarem a cobrar honestidade uns dos outros não se fariam mais fortes? Fica em aberto isso aqui...
Agora, existe também o comércio ou varejo que aposta na boa relação com o cliente, mas necessita de "um toque" para melhorar com os próprios funcionários. Isso porque o time que "está na linha de frente" é o que melhor vende o negócio. Já presenciei contratados enviando clientes para a concorrência. E aí, como está o seu colaborador? Algum profissional de criação já fez essa pergunta?
Então, há muita coisa a se fazer. Um dos pontos a se observar é a auto-estima do profissional do interior com a capacitação dele para poder sugerir inovação humana ao empresário. Como disse ao Elvis, se as pessoas começam a discutir sobre as plataformas CD/vinil/MP3 é porque está faltando a música, pois todos sabemos que tem lugar para qualquer mídia, digital ou não. Vide as fábricas de vinil reabertas, o retorno à fotografia analógica e o revival ao gibi impresso (talvez eles nunca deixaram de existir).
O que a nova geração precisa, já que está imersa nas tecnologias porque cresceu com elas, é sobre relacionamentos, pois muito se ganha empurrando o carrinho do supermercado. Talvez mais do que nos gadgets, trancafiados nos seus apartamentos, escritórios ou agências de publicidade.
Concordo com o Kaio Freitas quando diz que o problema nem sempre está no empresário! Vale ler seu texto a respeito do mesmo tema! (Kaio também foi meu aluno) https://medium.com/@kaiofreitas/a-culpa-nem-sempre-%C3%A9-do-cliente-9cd42bbffa99#.atqsl2n00
Aliás, Elvis, qual é o teu endereço físico pra eu te mandar uma carta?
As indagações de Elvis vêm no meio de alguma coisa que estou fazendo e, em se tratando das minhas pesquisas recentes e à minha trajetória, todas estão relacionadas ao ensino. As perguntas são sobre o mercado da região, sobre experiências e linguagem. De uma certa maneira, acredito que elas se relacionam, porque o ser humano está no centro da questão. Não querendo divagar aqui no ambiente da Antropologia, até porque eu não tenho instrumento para isso, a minha aposta para qualquer problema é sempre o sujeito.
Hoje o questionamento foi sobre um comerciante querer inovar ou não, frente às novas ideias de uma geração que está crescendo tecnológica. Na minha opinião, é um erro quando inovação é aliada à tecnologia diretamente. Não é porque um supermercado não tem um site para vendas que ele está deixando de ser inovador. Não é isso, mas justamente a resposta está no porquê dele ter ou não um aplicativo. Pontuei algumas coisas pro Elvis e reflito sobre elas agora.
Toda a problemática existente na maioria das empresas nas cidades de interior é a zona de conforto aliada a falta de costume de pagar por serviços. Aliás, nem sei se esse é um típico problema de interior. Acho que é um problema brasileiro mesmo. Todos nós designers recebemos propostas de negociação dos valores de trabalhos porque a concorrência (desleal) está batendo à porta. Além disso, é mais comum alguém pedir desconto na costureira do que na loja de ferragens. É como se o produto tivesse mais valor do que o serviço prestado. Desconto até se pede, mas tem um limite, uma oferta, porque a precificação em cima do produto está baseada em uma margem de lucro. E o serviço?
Tem uma outra referência que é a da informalidade na prestação de serviços e uma desonestidade iminente. Para começo de conversa, existe aí um tal famigerado B.V. (Bonificação por Volume), que é uma "comissão" oferecida pelo prestador de serviços ao designer pela "indicação" de uma gráfica, por exemplo, que se, não aparece em uma nota fiscal, é ilegal! Então, as agências de publicidade e profissionais de criação recebem um valor de 10% ou 20% porque seu trabalho não está sendo bem pago. Tem um porém... o pagador não sabe disso. Ou seja, não sou eu a dizer a respeito do que é certo ou o que é errado, mas para tecer alguma opinião como professora e profissional de Design, digo: "é feio", pra não dizer: "é crime!" Então, como fazer o contratante pagar pelo seu serviço, se o máximo que você está fazendo é querendo "levar algum" na veiculação? Só digo uma coisa... isso está mudando... Resumindo, para se fazer confiar, o cara deve se fazer confiável! #FKDK
Bem, agora se tratando diretamente do caso em análise, talvez o empresário não invista em inovação porque simplesmente não a conheça. Mas essa tal palavra aí mora na pesquisa. E não é somente a pesquisa do tipo quantitativa, que é a que ele conhece quando dói no bolso. Digo a pesquisa que pergunta os "porquês" e o "como", que merece respostas de satisfação. Será que o dono do supermercado está preparado para ouvir de um profissional que está no interior do estado? Será que ele pagaria para ouvir somente de grandes órgãos e paga por isso? Quem está preparado para oferecer isso? Quantas vezes o empresário é convidado a refletir? Será que se os profissionais não começarem a cobrar honestidade uns dos outros não se fariam mais fortes? Fica em aberto isso aqui...
Agora, existe também o comércio ou varejo que aposta na boa relação com o cliente, mas necessita de "um toque" para melhorar com os próprios funcionários. Isso porque o time que "está na linha de frente" é o que melhor vende o negócio. Já presenciei contratados enviando clientes para a concorrência. E aí, como está o seu colaborador? Algum profissional de criação já fez essa pergunta?
Então, há muita coisa a se fazer. Um dos pontos a se observar é a auto-estima do profissional do interior com a capacitação dele para poder sugerir inovação humana ao empresário. Como disse ao Elvis, se as pessoas começam a discutir sobre as plataformas CD/vinil/MP3 é porque está faltando a música, pois todos sabemos que tem lugar para qualquer mídia, digital ou não. Vide as fábricas de vinil reabertas, o retorno à fotografia analógica e o revival ao gibi impresso (talvez eles nunca deixaram de existir).
O que a nova geração precisa, já que está imersa nas tecnologias porque cresceu com elas, é sobre relacionamentos, pois muito se ganha empurrando o carrinho do supermercado. Talvez mais do que nos gadgets, trancafiados nos seus apartamentos, escritórios ou agências de publicidade.
Concordo com o Kaio Freitas quando diz que o problema nem sempre está no empresário! Vale ler seu texto a respeito do mesmo tema! (Kaio também foi meu aluno) https://medium.com/@kaiofreitas/a-culpa-nem-sempre-%C3%A9-do-cliente-9cd42bbffa99#.atqsl2n00
Aliás, Elvis, qual é o teu endereço físico pra eu te mandar uma carta?
Assinar:
Postagens (Atom)